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19 de agosto de 2012

A Rede Globo e a caricatura evangélica

evangelicas na globo
Ultimamente, para surpresa de muitos(principalmente dos crentes mais antigos), vemos que a TV Globo tem dado uma abertura incrivel para o meio evangélico. Cobertura de eventos, selo gospel em sua gravadora Som Livre com nomes importantes do meio chamado "Gospel," como Ana Paula Valadão e Cassiane. Mas o mais interessante são os personagens evangélicos em suas novelas.

A primeira vez que a Globo usou evangélicos em uma super produção foi na polêmica minissérie Decadência. Onde o ator Edson Celulari interpreta um pastor inescrupuloso que enriquece após abrir a igreja "Templo da Divina Chama". A obra gerou polêmica por fazer alusão velada ao lider da Igreja Universal, Edir Macedo. Mas agrediu a todos evangélicos em uma cena erotica onde roupas intimas são lançadas sobre uma Bíblia.


Ano após ano a Globo ignorava a existencia de evangélicos em sua programação ou, vez por outra, criava um personagem caricato ou pejoratico com caracteristicas de um evangélico. Nos mais crente só aparecia na Globo se fosse preso ou estivesse envolvido em escandalos.


Anos atrás a Marcha para Jesus, por exemplo, era divulgada apenas como causadora de problemas no transito do centro da Capital. Hoje já recebe ampla cobertura jornalistica.  Outros eventos de várias igrejas também tem recebido atenção especial nos jornalisticos da emissora.


Dias atrás me deparei com esta imagem no Facebook:

evangelicas na globo
Imagem que percorreu as redes sociais
A imagem compara o estereótipo imposto pela Globo com o comportamento que o  evangélico acredita ser o seu padrão. A Globo mostra crentes caricatos, com neologismos peculiares como "em nome de Jesus", "Aleluia" e "o sangue de Jesus tem poder". Enquanto os evangelicos usam figuras ilustres do meio para ilustrar como se sentem.

Na minha opinião, ainda existe uma gama consideravel de evangélicos no Brasil, que com seus usos e costumes, são parecidos com os personagens apresentados. O jeito de falar, os jargões utilizados, tudo isso faz parte, principalmente, do seguimento pentecostal. Ainda existem igrejas que enfatizam o uso de saias e vestidos, proibindo o uso de calça, brincos e acessórios. Existem evangélicos mais descolados, modernos, isso é verdade, mas o estereótipo fala mais alto.

Assim como os surfistas, punks, skatistas ou roqueiros, que tem uma linguagem própria, os evangelicos desenvolveram seu linguajar peculiar e imprimiram essa marca registrada em toda a sociedade. Não é culpa da Globo. Embora ela seja um canal de  maior expressão midiatica, suas produções retratam como a sociedade, em geral, ve os evangélicos. Fomos nós que criamos/permitimos esta roupagem.

Por outro lado, a Rede Globo sabe que existem evangélicos fora deste estereótipo. Então fica a pergunta, por que não usa-los em suas produções? Existem crentes bem sucedidos, diretores de multinacionais, existem crentes atletas, artistas, politicos, enfim, os evangélicos estão presentes em todas as classes sociais. Na própria Rede Globo surgiram informações de que cerca de 30% dos funcionarios do PROJAC são evangélicos.

A Globo deve rever sua proposta de retratar os evangélicos pois somos uma fatia importante do mercado consumidor. Fazer com que não apenas nossos artistas gerem lucro em seus produtos, mas com que todo o seguimento seja retratado e tratado conforme sua representatividade social. Afinal de contas, somos mais de 20% da população brasileira. Temos poder de voto, poder de compra... não queremos privilégios,  mas que seja feito com dignidade e respeito

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