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4 de agosto de 2012

Tecnologia e Felicidade



TECNOLOGIA E FELICIDADE

A velocidade das informações hoje em dia é tão intensa e numerosa que muitos de nós temos enormes dificuldades para assimilá-las a contento, deixando escapar grande parte do total, pelo imenso volume de novidades que surgem todos os dias, nos mais variados do globo.
Por outro lado, apesar do avanço de tudo o que concerne à praticidade, produtividade e facilidades da moderna tecnologia, encontramos o homem perdido e inseguro, completamente distanciado do seu referencial pessoal de felicidade verdadeira, tentando desesperadamente encontrá-la no brilho das coisas externas, mas sem o sucesso esperado.
A idéia de felicidade tornou-se tão extremamente sofisticada que, no consenso geral, para que nos sintamos felizes é preciso primeiramente “ter” incontáveis bens de consumo duráveis ou não, sem os quais dificilmente chegaríamos a um determinado patamar de felicidade verdadeira aos olhos do mundo.
Esquecidos de que felicidade é um estado de auto permissão, isto é, que ser feliz envolve o conceito de se permitir inteiramente desfrutar com intenso prazer algo livre atuando em nosso mundo interior, imaginamos que as sensações das coisas externas possam nos proporcionar tal estado, o que, em última análise, só internamente pode acontecer pela experiência única que é o nosso “sentir”.
A liberdade de sermos “nos mesmos” como sabemos parece ser o referencial de si próprio perdido em algum ponto da estrada, e que nos empurra para a necessidade de aprovação social, sendo que o que vale é o “parece ser” em detrimento do conceito do “ser verdadeiramente”.
Quanto mais máscaras usamos no trato social, mais somos publicamente tachados de “normais” o que nos garante uma falsa imagem e aprovação social pelos grupos que nos rodeiam.
Doce ilusão!
Com auxílio de aparelhos telefônicos móveis minúsculos, conversamos com nitidez espantosa com pessoas de qualquer parte do planeta. Ao mesmo tempo, não conseguimos nos comunicar com a mesma fidelidade com as pessoas à nossa volta, carregando enormes dificuldades de comunicação e nos impondo enormes barreiras para dizer simplesmente o que estamos pensando.
Nunca, em tempo algum, a medicina esteve tão avançada e evoluída, minimizando as dores humanas e fornecendo alívio a tanta gente. Paradoxalmente, nunca houve tanto descaso e descomprometimento com a saúde, como ocorre no caso de pessoas hipocondríacas, empanturradas  de remédios e desinformadas dos excessos de medicação mal orientada, principalmente aquelas que tratam aspectos psicoemocionais – sendo que esse ranking de desequilíbrios é liderado pelo pânico e depressão.
A agricultura e pecuária se desenvolveram de forma notável, com tecnologia e maquinário de ponta, mas nunca antes fora visto tamanho desperdício de alimentos, aliado à impressionante fome e miséria.
A eletricidade move o mundo e possivelmente também moverá todos os meios de transporte, mas não moverá os nossos motores pessoais a que chamamos “vontade própria” se não fizermos mais felicidade agora, pela nossa atitude assumir a responsabilidade por nossa felicidade.
O computador ajuda, mas só a inteligência criativa constrói.
O carro nos leva, mas só a alma nos transporta à felicidade.
O sexo nos dá prazer, mas só o amor o faz de forma duradoura.
A tecnologia e o progresso formam um binômio fundamental ao mundo, mas só mesmo a alma simples e imortal, amando e permitindo ser amada, poderá usufruir da verdadeira felicidade e da paz imperecível.

Fonte: Presença de Espírito
Irineu Gasparetto

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