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21 de janeiro de 2013

O Amor de Deus preenche nossas vidas! Jo 21.15-19; At 9.1-22

Não é fácil para nós falarmos a respeito dos sofrimentos que temos em nossa vida e, muito menos, refletir sobre as implicações que estes sofrimentos têm em nossa existência. Quando olhamos para o nosso sofrimento somos obrigados a examinar a nossa vida profundamente, porque sempre nos parece que o nosso sofrimento é injusto. E é nesse momento que surge perguntas do tipo: "Por que isso acontece comigo?".

Essa pergunta revela algo muito importante para nós. Ela revela a nossa fragilidade, a nossa fraqueza frente ao sofrimento.

Os sofrimentos se mostram de diversas formas em nossas vidas: nas enfermidades, em famílias que são afligidas pelo alcoolismo, pelas drogas, pelo desemprego, etc.

De fato, não é fácil para nós lidarmos com a dor, e se possível, sempre buscamos lugares onde esses sofrimentos não estão presentes. Tentamos, mesmo que sem sucesso, fugir de tudo aquilo que pode vir a nos fazer sofrer.

Frente a tudo o que o sofrimento representa em nossa vida, está também o pensamento de que Deus está alheio, ou seja, longe de nós enquanto sofremos.



O rei Davi sabe muito bem qual o sentimento que o sofrimento, a alma fragilizada pela dor pode trazer ao ser humano. Ele mesmo experimentou tal sofrimento em sua vida devido a sua desobediência a Deus. Mas, em meio ao seu sofrimento, o rei Davi coloca a sua vida, as suas dores, a sua alma angustiada aos cuidados de Deus: "Senhor, meu Deus, clamei a ti por socorro, e tu me saraste" (Sl 30.3).

O apóstolo Pedro também sabe o que a dor de uma alma angustiada pode trazer: tristeza. Esse era o sentimento que estava no coração do apóstolo. Frente a toda a alegria que a ressurreição estava provocando em seus companheiros, Pedro ainda tinha em seu coração a tristeza causada por ter negado seu mestre, amigo e Salvador.

Jesus conhece esse sentimento no coração de Pedro, vai ao encontro a esse sentimento, oferecendo para Pedro aquilo que ele mais necessitava naquele momento: A certeza do amor de Deus. Amor que está presente no perdão que Cristo estava lhe oferecendo. Um amor que transforma a vida do apóstolo, que esvazia a sua alma de toda a sua auto-justiça e, preenche com o amor e o perdão do Salvador.

Agora, Pedro podia sentir junto com seus companheiros a alegria que a ressurreição de Jesus provocava. Não apenas sentir, mas, também testemunhar sobre essa ressurreição: "Apascenta as minhas ovelhas" (Jo 21.17).Quando comparamos a nossa vida com as vidas do rei Davi e do apóstolo Pedro, chegamos à conclusão que o sofrimento é uma realidade de todo o ser. Ela está presente na vida de todas as pessoas. Às vezes de uma maneira mais acentuada, outras vezes, mais branda, mas sempre está presente.

No entanto, o que nos traz consolo é saber que Deus não está alheio ao nosso sofrimento. Ele não está longe de nós quando sofremos. Pelo contrário, é em meio ao nosso sofrimento que Deus se faz presente, oferecendo a cada um de nós cuidados, amparo, consolo e a força para podermos suportar com fé toda a dor causada pelo sofrimento.

O sofrimento sempre será uma realidade em nossa vida. Ele é conseqüência do nosso pecado. O que se faz diferente em nossas vidas é sabermos que temos um lugar onde podemos encontrar socorro e alívio para as nossas dores: a sombra da Cruz de Jesus.

Lá, a sombra da Cruz, temos a certeza de que Deus não nos rejeita por causa do nosso sofrimento, mas antes nos acolhe, cuida de nossas feridas, oferece descanso para as nossas almas cansadas por causa do sofrimento e nos oferece remédio para a nossa enfermidade; o perdão.

A cruz do nosso Salvador Jesus revela para nós agora aquilo que os nossos olhos cansados devido ao sofrimento já não mais conseguem enxergar: o amor de Deus. Um amor que preenche o vazio de nossas vidas, nos levanta dos escombros causados pelo sofrimento e nos coloca dentro do reino de Deus.

Um amor que preencheu a vida do rei Davi, deu-lhe a certeza do perdão e do socorro de Deus, por isso ele pode dizer: "Eu te exaltarei, ó meu SENHOR, porque tu me livraste e não permitiste que os meus inimigos se alegrassem contra mim" (Sl 30.1).

Esse amor também preenche a vida do apóstolo Pedro, dando-lhe a certeza de que Deus o havia perdoado e estava lhe chamando novamente para ser testemunha da ressurreição do Salvador Jesus: "Segue-me" (Jo 21.22)

Esse amor preenche as nossas vidas quebradas pelo sofrimento dando-lhes a certeza de que Deus não apenas olha para o nosso sofrimento, mas que por meio de Jesus, ele nos oferece a restauração, a reconstrução de nossas vidas por meio do perdão que ele oferece e da vida em seu reino.

Viver no reino de Deus tem seu início já aqui nesse mundo. É o viver diário do perdão que Jesus nos oferece. É reconhecer a nossa fragilidade diante do nosso pecado, o qual é o causador de nosso sofrimento e da necessidade que temos de ser amparados e cuidados pelo próprio Deus.

É um colocar-se diário aos pés do Salvador Jesus pedindo-lhe que ele possa nos socorrer em meio a nosso mar de dor e sofrimento em que vivemos, na certeza de que Ele nos ouve e nos socorre, por meio do convite diário que nos faz para entregarmos a ele a nossa vida: "Venham a mim todos vocês que estão cansados de carregar as suas pesadas cargas e eu vos darei descanso"

Falar de nosso sofrimento não é fácil para nós. Isso representa abrir as nossas vidas de dores, fraquezas e fragilidades. Jesus vem ao encontro de nosso sofrimento e nos oferece o "amor de Deus". Amor que nos dá a certeza de que Deus não nos abandona quando sofremos, mas antes, nos acolhe e nos oferece seus cuidados. Esse foi o amor que Jesus ofereceu a Pedro. Esse foi o amor que o rei Davi pode sentir. O AMOR que preenche nossas vidas com o perdão, a salvação e a vida no reino de Deus, sob os cuidados do próprio Deus.

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